Acabei de ler, uma da melhores historias de HQ que li em dois anos transformou esse comic digno de um post especial.

 

Escrita pelo premiado Brian K. Vaughan e ilustrada pelo – recém conhecido por mim-  incrível Niko Enrichon, a obra Os Leões de Bagdá, me impressionou demais, por ser direta, sua narrativa dinâmica, seu dialogo puro, o qual chegava a passar a sensibilidade e emoções como confusão, raiva, medo, curiosidade, dos animais de forma impressionante.

 

O jeito com que Vaughan “pegou” um fato real, e o transformou em uma historia em quadrinhos foi incrível.

 

Não ha muito o que falar sobre esse comic, esta ai em cima, simples, e incrível.

A luta pela liberdade de uns e o desejo de estar protegido de outros, torna por um breve momento o conflito entre os protagonistas da serie inevitável.

Personagens:

ZILL

O macho alfa e líder do grupo. Descrito pelo autor Brian K. Vaughan como uma espécie de “oportunista benevolente”, Zill não se importa com quem é a pessoa que está no comando, se são os humanos ou qualquer outra raça, se ele está livre ou mantido prisioneiro em uma cova vigiada. Tudo que Zill quer é saber que terá um lar seguro e acolhedor, e boa comida sempre que quiser. O restante não interessa.

SAFA

Uma velha leoa, cega de um olho e que se acostumou a viver na segurança do cativeiro, considerando os seres humanos como seus aliados, a mão que sempre a alimentou. Sempre faz questão de lembrar à impetuosa Noor que o mundo externo, o mundo que chama de “selvagem”, não é tão brilhante e idealizado como ela gosta de alardear.

NOOR

Mãe de Ali, uma jovem leoa de personalidade forte e ideais revolucionários, que sempre desejou recuperar a liberdade que se esconde do lado de fora dos muros do zoológico. Honrada, faz questão de manter sua palavra mesmo para outros animais que consideram os leões como inimigos naturais.

 

ALI

Pequeno e curioso filhote que nasceu em cativeiro e jamais conheceu a realidade fora de sua cova no zoológico, percebendo o mundo descrito pelos adultos como uma idéia abstrata e distante. Quando tem a oportunidade de correr livre pela cidade, mesmo em meio a uma situação de ameaça extrema, parece maravilhado com todas as sensações que descobre de uma só vez.

 

Por incrível que pareça, com apenas 4 personagens principais, Vaughan conseguiu passar a mensagem, que muitos escritores com um leque de mais de 50 personagens consegue.

Interessante ressaltar novamente que tudo isso foi tirado de um fato que aconteceu em 2003:

“No último dia 20 de março, os EUA lamentaram 5 anos de Guerra no Iraque. As tropas norte-americanas e britânicas começaram a avançar no território iraquiano na madrugada de 20 de março de 2003.

Três semanas depois, os soldados estavam marchando em Bagdá. O Palácio de Saddam Hussein foi tomado em 7 de abril. Dois dias depois, os EUA declararam formalmente a ocupação do governo iraquiano, apesar de Saddam só vir a ser capturado em dezembro do mesmo ano.

Durante o mês de abril de 2003, Bagdá foi o pior cenário de guerra do século. Em meio às lutas entre os soldados invasores e as forças locais, saqueadores aproveitaram para roubar o que puderam dos prédios públicos sem qualquer segurança. O Museu Nacional do Iraque, que guardava preciosidades que remontam à origem da humanidade na Mesopotâmia, foi um dos locais mais prejudicados.

O Zoológico de Bagdá, o maior do Oriente Médio, foi outro lugar bastante visado. A maioria dos funcionários abandonou suas posições no início de abril, quando tropas paramilitares iraquianas montaram posições de defesa por ali. Os saqueadores aproveitaram para entrar e diminuir a população de 650 a 700 animais para apenas 35 – macacos, ursos, aves e camelos e outros bichos poderiam render bastante, fosse em dinheiro ou como fonte de alimentação. Acabaram ficando os animais de maior porte, como tigres e leões, e os menos interessantes para os ladrões, como as tartarugas. Estes sofreram longos dias sem nenhuma alimentação.

É neste ponto que começa a história que inspirou OS LEÕES DE BAGDÁ. As notícias sobre o zoológico correram o mundo, da situação precária do local à eventual fuga dos quatro leões tornados famosos por Brian K. Vaughan.

caso inclusive chamou a atenção do ambientalista sul-africano Lawrence Anthony, que partiu para o Iraque para salvar os animais. Ele e os funcionários restantes fizeram o possível para recuperar as condições do zoológico. Com o apoio do exército norte-americano, conseguiram cuidar dos animais sobreviventes e resgatar alguns dos perdidos. Anthony contou sua aventura no livro Babylon’s Ark: The Incredible Wartime Rescue of the Baghdad Zoo (A Arca da Babilônia: O Incrível Resgate do Zôo de Bagdá em Plena Guerra; co-escrito por Graham Spence), que vai virar filme produzido pela Disney, com o nome Good Luck, Mr. Anthony (Boa Sorte, Sr. Anthony; lançamento previsto para 2009).

O zoológico foi reaberto ao público em 20 de julho de 2003, contando com 86 animais. Apesar de alguns incidentes – como a ocasião em que um soldado matou um tigre de bengala que havia ferido um companheiro –, o local tem funcionado normalmente. Ou o que é possível se chamar de “normal” em um país que vive em guerra permanente. “

 

Confiram agora uma preview de 10 paginas tirada do site oficial da serie aqui no Brasil. Abraços.

         

2 Comments

  1. Conheça também os quadrinhos produzidos em Pernambuco
    http://alfarrabistas.wordpress.com/2008/06/25/produtores-e-artistas-celebram-os-quadrinhos-pernambucanos-com-premiacao/
    ______________________________
    Ronilson Araújo
    http://www.alfarrabistas.wordpress.com

  2. I loved this book and I hope he has the second


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